WEB 1.0
INTERNET: MARCO INICIAL
A Internet surgiu de um projeto da agência norte-americana, do Departamento do Defesa dos Estados Unidos da América, a Advanced Research Projects Agency Network (ARPANet) que tinha como finalidade interligar os computadores das bases militares e dos departamentos de pesquisa do governo americano. No início da década de 70, algumas instituições de ensino (Universidade da California, LA e Santa Bárbara, Instituto de Pesquisa de Stanford e a Universidade Utah) tiveram permissão para conectar-se a ARPANet, pois desenvolviam trabalhos à defesa. No final dos anos 70, a ARPANet tinha crescido tanto que seu protocolo do comutação de pacotes original, chamado de NCP (Network Control Protocol), tornou-se inadequado. E a partir desse processo, surgiu o novo protocolo o TCP/IP (Transmission Control Protocol/Internet Protocol) que é um conjunto de protocolos de comunicação entre computadores em rede e tem como base a Internet (desde aquele tempo até os dias de hoje). Mas em 1993, a Internet deixou de ser uma instituição de natureza apenas acadêmica e passou a ser explorada comercialmente, tanto para a construção de novos BACKBONES (alicerces) por empresas privadas quanto para o fornecimento de serviços diversos.
A FASE "PONTOCOM"
De acordo com Coll at al (2010), passaram-se apenas duas décadas durante as quais a rede de redes experimentou um desenvolvimento espetacular. Situa-se já distante, o impacto provocado pelo Netscape, o primeiro navegador de massa e pelos aplicativos (arquivo de texto, música, imagens, e, posteriormente, vídeos) possíveis de baixar da rede. Essa forma de conceber a Internet como um imenso repositório de conteúdos ao qual os usuários podem acessar para procurar e baixar arquivos, corresponde, por assim dizer, à "infância" da rede que tem sido denominada de "Web 1.0" (WWW/World Wide Web) ou fase "pontocom".
Na primeira fase da Web, agora chamada de Web 1.0, conexão entre computadores, a troca de informações por e-mail e o IM (Instant Messengers) on-line foi a atração e o benefício principal da rede para os negócios, mesmo sendo apontada pelos especialistas em TI (Tecnologia da Informação) como estática, proprietária de sistemas de softwares fechados, que são vendidos e institucional. Em 1996, inicia a transição da Web (1.0 para 2.0) que durou 10 anos e representou uma mudança não só na Internet, mas na sociedade e, consequentemente, na comunicação organizacional.
SUA UTILIZAÇÃO NA EDUCAÇÃO
A Web 1.0 pode ser entendida como a "infância" da Internet que gerou fortes impactos em diversas áreas de atuação profissional. Na Educação as novas formas de produção, divulgação e armazenamento de conhecimentos e informações, tornadas possíveis pela interconexão dos computadores mundiais, têm provocado profundas rupturas nos processos pedagógicos tradicionais. Seu paralelismo com o que poderíamos denominar de visão tradicional da educação e uma postura transmissiva-receptiva de ensino e aprendizagem são evidentes, pois existe um administrador (o webmaster em um caso, o professor no outro) que é quem determina o que, quando e como, dos conteúdos aos quais os usuários podem acessar (os internautas em um caso, os alunos no outro); os usuários, por sua vez, limitam-se a ler, a seguir as instruções e baixar arquivos de um lugar estático que se atualiza com determinada periodicidade. Um dos carros-chefe da Web 1.0 foi o acesso em rede à Enciclopaedia Britannica (https://info.britannica.co.uk/).
Segundo Antonio (2010), percebe-se nesse cenário, raro, mas já visível em algumas instituições de ensino, que o educador faz uso dos recursos disponibilizados pela Web 1.0, como ferramenta de apoio nas atitivades efetuadas em sala de aula. O professor compartilha com seus alunos a troca de e-mails e também utiliza sites estáticos em que é possível inserir: textos e atividades, que serão executadas pelos alunos. Algumas pesquisas têm evidenciado, que o uso das TIC´s (Tecnologia de Informação e Comunicação) no âmbito educacional, podem contribuir para o desenvolvimento intelectual e profissional dos educadores se for executado dentro de um contexto marcado pelo trabalho em grupo (equipe), pois ajuda enriquecer a sua forma de pensar, agir e resolver problemas, criando possibilidade de sucesso à dificíl tarefa pedagógica, fazendo uso dos recurso da Web (BOAVIDA; PONTE, 2002, p.43-5).
"A grande questão da cibercultura é a transição de uma educação e uma formação estritamente institucionalizadas (a escola, a universidade) para uma situação de troca generalizada dos saberes, o ensino da sociedade por ela mesma, do reconhecimento autogerenciado, móvel e contextual das competências."(Lévy, 1999, p.72)
Referências:
ANTONIO, José Carlos. O uso pedagógico da Sala de Informática da escola, Professor Digital, SBO, 08 maio 2010. Disponível em: https://professordigital.wordpress.com/2010/05/08/o-uso-pedagogico-da-sala-de-informatica-da-escola.Acesso em: 20 Jun. 2011.
BOAVIDA, Ana Maria; PONTE, João Pedro. Investigação colaborativa: potencialidades e problemas. In Reflectir e investigar sobre a prática profissional. Portugal: Associação dos Professores de Matemática, 2002, p. 43-5
COLL, C.; MONEREO, C e colaboradores. Psicologia da educação virtual: Aprender e ensinar com as tecnologias da informação e da comunicação. Porto Alegre: Artmed, 2010
LÉVY, P. Cibercultura. Rio de Janeiro: Editora 34, 1999, p. 72.
https://pt.wikipedia.org/wiki/ARPANET. Acesso em: 22 Jun. 2011.
https://pt.wikipedia.org/wiki/TCP/IP. Acesso em 22 Jun. 2011.
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